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segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Grupo investigado na Operação Derrama planejava ampliar fraude m cobrança de impostos


Investigação aponta estratégia do grupo suspeito de corrupção.

Investigações da Operação Derrama apontam que os integrantes do esquema de fraude em cobrança de tributos a grandes empresas planejavam estender sua atuação a outros municípios do Espírito Santo. Os envolvidos, segundo fontes ligadas à apuração, manobravam a expansão da rede com o apoio de "ramificações poderosas" de políticos. 

"Os integrantes do grupo criminoso, protegidos por setores políticos, estavam articulando para estender as contratações, nos mesmos moldes, para outros municípios", assinala a fonte, sem citar quais seriam as cidades. 

Foto: A Gazeta
A Gazeta

Empresa de consultoria CMS fazia contratos com as prefeituras para cobrança irregular e superfaturada de impostos a empresas, havendo desvios milionários, segundo inquérito do Núcleo de Repressão às Organizações Criminosas e à Corrupção (Nurocc). Na última semana, A GAZETA publicou que a CMS procurou o prefeito eleito de Aracruz, Marcelo Coelho (PDT), que alega que não chegou a receber a empresa.

Conforme fontes da investigação, ainda há risco de destruição de provas, motivo pelo qual prisões foram decretadas até agora. "Pelas ramificações políticas poderosas do grupo criminoso há grave risco, sim, de articulação para tentar prejudicar as provas. Setores da classe política estão desesperados, não esperavam este trabalho e seus desdobramentos", destaca a fonte, preocupada com uma "operação abafa". 

Prefeituras

Até agora, segundo o processo que tramita no Tribunal de Justiça (TJES), são oito as cidades envolvidas: Aracruz, Itapemirim, Linhares, Anchieta, Guarapari, Piúma, Marataízes e Jaguaré. Deflagrada em duas fases, em dezembro e na última semana, a Operação prendeu 30 pessoas, entre elas 10 ex-prefeitos. 

Não foi confirmado se chegou a haver destruição de documentos, mas há possibilidade de serem recolhidas novas provas no caso. 

Segundo informações apuradas pela reportagem, não há ordem para exigir a volta imediata ao Estado do indiciado Alceu Martinelli, único que ainda não foi preso por estar viajando no Sul do país. Ele mandou ofício ao TJES dizendo estar à disposição. 

Procurado ontem, o presidente da Assembleia Legislativa, Theodorico Ferraço (DEM), não quis se manifestar. Ele é citado entre os investigados e é marido da ex-prefeita de Itapemirim Norma Ayub (DEM), presa na Operação na sexta-feira.

Rondinelli Tomazelli

rtomazelli@redegazeta.com.br

Fonte: A Gazeta

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